Os Quatro Elementos Fundamentais (Parte 1)
A Cidade que Esqueceu o Mundo
Um conto de Ordem Paranormal
“Agente Marcos, repita a coordenada.”“Eu… eu tô vendo a estrada, mas… não tem mais nada no mapa.”“Repita: qual o nome da cidade?”“…acho que é Santa Rita da Floresta. Mas ela não devia estar aqui.”
O comboio da Ordo Realitas cruzava uma trilha estreita da serra, cercado por mata fechada e garoa fina. A missão parecia simples: investigar o desaparecimento de uma cidade inteira do sistema de satélite, telefonia e internet. Nada entrava, nada saía. Mas um morador idoso de Nova Friburgo, desorientado, dizendo que sonhou que “eles queimaram a bruxa”.
Marcos (investigador), Valéria (psíquica), Braga (ex-policial), e Clara (tecnóloga da Ordo) chegaram ao que parecia ser a entrada da cidade. A placa enferrujada indicava "Santa Rita da Floresta", mas nenhum dos mapas oficiais reconhecia a região.
A cidade não existia para o mundo. Mas ela estava ali.
Logo ao entrarem, viram fumaça — e gritos.
Na praça central, uma mulher estava amarrada a um poste, e dezenas de moradores a cercavam com tochas e pedras. Ela chorava, implorava, gritava nomes. Um senhor com uma batina antiga dizia alto:
— "Filha de Hécate! Bruxa do Leste! Ela trouxe o caos e a névoa! Queime!"
As chamas subiram. A mulher urrou. A multidão aplaudiu.
E logo em seguida… voltaram aos seus afazeres.
Como se nada tivesse acontecido. Rindo. Conversando sobre compras. O padeiro fechando a loja. Crianças jogando bola. A fogueira ainda acesa no centro.
Tentaram sair. Voltaram pela estrada. Mas havia névoa demais.
Densa. Viscosa. Quase viva.
O carro apagou. A bússola girava sem controle. Um deles tentou andar por fora da estrada — e voltou, por instinto, ao mesmo ponto.
As noites começaram a mudar os agentes.
Aos poucos, eles perceberam:
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A cidade está conectada a algo antigo e poderoso.
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Os moradores vivem em transe coletivo, como marionetes.
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A mulher queimada não era culpada — ela era um selo, uma guardiã.
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Agora queimada… algo está se libertando.
E só eles podem impedi-lo.



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